Com o aumento da taxa de juros, o financiamento de imóveis teve uma disparada de custos
- FlatsGo
- 17 de mai. de 2022
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Financiar casa de R$ 300 mil fica R$ 90 mil mais caro e exige renda maior. Os juros em alta deixaram o financiamento da casa própria bem mais custoso. Um imóvel de R$ 300 mil, por exemplo, ficou R$ 90 mil mais caro em um prazo de 30 anos. A exigência de renda mensal também subiu, e agora é 25% maior. A Selic saiu de 2% ao ano em março de 2021 para 12,75% ao ano em maio deste ano, em uma tentativa do BC (Banco Central) de controlar a inflação. Um dos impactos do aumento dos juros é o encarecimento dos custos de financiamentos imobiliários. Em março do ano passado, com a Selic a 2% ao ano, um imóvel de R$ 300 mil, com R$ 240 mil financiados, custaria R$ 490 mil no final das prestações ao longo de 30 anos — 360 meses. Nesse caso, o comprador precisaria de uma renda mensal de R$ 6.532,22. Agora os valores são bem mais altos. O financiamento do mesmo imóvel custa R$ 580 mil ao longo do mesmo período, e exige uma renda mensal de R$ 8.184,59. Isto significa que o mesmo contrato ficou R$ 90 mil mais caro e exige uma renda 25% maior do consumidor final.
As simulações da Melhortaxa consideram que o consumidor pagaria 20% de entrada no valor do imóvel, que é o mínimo exigido pelas instituições. Os juros utilizados representam a média das taxas cobradas no mercado. "Com a Selic mais alta, o valor das prestações pesa mais no orçamento. Tudo está mais caro, e o consumidor tem que entender se o montante vai caber no bolso"
Até onde vai a taxa do financiamento? Não dá para prever o futuro, mas Chebat diz que os bancos não conseguem subir as taxas na mesma velocidade que a Selic, porque isso diminui as negociações de financiamentos. De acordo com o histórico levantado pela Melhortaxa, em 2015 e 2016, quando a Selic estava em 14,25% ao ano, a média geral das taxas de financiamentos ficou na casa dos 10%. A maior média de taxa de juros para financiamento imobiliário foi de 11,24% em janeiro e fevereiro de 2017. "Os juros do crédito imobiliário podem aumentar um pouco mais, mas chegam a um limite. Se o banco aumenta demais a taxa, vai parar de fazer negócios"





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